ESTRATÉGIAS 2018

ESBOÇO INICIAL (AINDA EM CONSTRUÇÃO) - Versão 24/ago
Para participar nos envie suas propostas e sugestões.
Estratégias Políticas
  1. Efeitos demonstração
  2. Coerência interpessoal
  3. Redes, Ruas e Comunidades
  4. Enraizamento nas Periferias
  5. Não-discriminação e Não-violência
  6. Diversidade e Convergência Política
Efeitos demonstração
Já não bastam apenas discursos emocionantes e narrativas repetidas diariamente pelas redes ou pela mídia, vamos demonstrar através de ações exemplares, através de medidas simples como reduzir os salários de políticos e magistrados igualando aos dos professores públicos, não permitir que um cidadão tenha cargo público por muitos mandatos, acabar com as superaposentadorias e criar outros dispositivos que impeçam a formação de candidatos profissionais distantes da população.
Coerência interpessoal
Todo aquele(a) que busca mudar a situação atual, seja candidato(a) ou apenas um ativista, precisa aumentar sua coerência entre o que pensa, sente e faz. Tratar os demais como quero ser tratado é uma regra antiga e muito esquecida por partidos e movimentos que pregam uma coisa e depois fazem outra. Por outro lado, isto que deveria ser um imperativo moral, virou estratégia coletiva do Podemos na Espanha e da Frente Ampla no Chile que, limitaram seus salários, privilégios e mandatos, para serem coerentes com o que eles defendiam. Buscamos construir uma campanha #Dobradona2018 neste mesmo sentido.
Redes, Ruas e Comunidades

Além de movimentarmos as redes sociais e ocuparmos as ruas, vamos multiplicar o número de comunidades que se encontram de forma regular, presencial e permanente.

As comunidades locais podem ser formadas através de inúmeras formas, como frentes de ação nos campos do trabalho, educação, moradia, arte e cultura, etc.

Enraizamento nas Periferias

Mais do que ocupar o centro, falta ocupar o vazio político deixado nas periferias e no campo. De forma a criar raízes territoriais e vínculos humanos mais profundos com aqueles que estão sendo mais afetados pelo golpe e pela crise.

Só que além do trabalho sistemático de denúncia pública, de atos e manifestações é preciso gerar unidades comuns de confiança e relacionamento com vínculos mais duradouros entre as pessoas.

Não-discriminação e a Não-violência

Ensinar métodos de resistência não-violênta, não-cooperação e desobediência civil para quem está nas margens, resistindo às doses cavalares de discriminação e de violência que o sistema dispara cotidianamente no campo e nas periferias das grandes cidades. Estar ombro-a-ombro nestas lutas é para nós não somente uma metodologia mas também um estilo vital.

Não-discriminação e a Não-violência são duas caras da mesma moeda, vão sempre de mãos dadas, não existe somente violência física, mas também econômica, racial, sexual e religiosa.

Soluções parciais escondem uma luta do penúltimo contra o último, de setores que não acreditam que conseguirão reverter o quadro geral de dominação do sistema atual. Estas disputas internas permitem que os neofascistas disfarçados de liberais, assumam pautas de minorias com o objetivo de atrair eleitores desavisados. E também permite que as minorias briguem entre si por pequenas cotas de poder, ao invés de nos unirmos para mudar o cenário geral.

Resistir à onda de preconceitos e intolerância dentro todos os bandos e setores é importante para reestabelecer o diálogo e evitar um embate de todos contra todos.

Diversidade e Convergência Política

Com a experiência recente da Gabinetona em Belo Horizonte em 2016 e da Frente Ampla do Chile em 2017, aprendemos a importância de construir convergências políticas transversais que geram uma profunda conexão entre pessoas e projetos muito diversos.

Esta confluência não só permite maior criatividade através de uma visão múltipla, senão que também dá direção convergente e acelera o ritmo do trabalho coletivo, uma vez que não são necessários exaustivos debates para cada passo dado. O processo político se desburocratiza e se torna multicolor, abrindo novos espaços para todos.

Como superar os erros políticos das últimas eleições?

Apostar por novos atores políticos pode ser uma boa saída para renovar as esperanças, romper com o paternalismo e a dependência aos velhos atores é um bom caminho para aqueles que buscam um Brasil diferente.

Se os velhos partidos quiserem demonstrar coerência, deveriam fortalecer os novos atores e abrir espaço, pois se voltarem ao poder trarão a mesma agenda de 10 a 12 anos atrás num cenário muito diferente do daquela época, o que vai representar mais retrocessos.

Para quem acredita em saídas repetindo fórmulas do passado, o acordão entre os maiores partidos do Brasil, mais as reformas trabalhista e previdenciária vão ser decepcionantes o suficiente para gerar o clima propício para o surgimento das novas formas políticas que mencionamos no começo deste texto.

Onde devemos concentrar esforços? Nas eleições de 2018? Num processo mais profundo de lutas sociais? Mas, neste caso, começando por onde?

Vamos sair da defensiva e concentrar esforços em pressionar por novos avanços. Simplesmente reagindo aos golpes e resistindo aos ataques não vamos a lugar algum, saímos desta situação construindo uma nova agenda propositiva e não mais reativa.

Para ter maioria nestas eleições 2018, além do executivo, pressionaremos por mudanças profundas na mídia, no judiciário e nos parlamentos.

Dentre diversas questões centrais que foram deixadas de lado nos últimos tempos, existem alguns pontos importantes:

  • Democratização das concessões de Rádio e TV
  • Democracia Real, Participativa e Direta
  • Eleição para Juízes e Procuradores
  • Direitos Humanos nas Periferias e no Campo
  • Revogar o Austerícidio dos 50 Tons de Temer
Democratização das concessões de Rádio e TV

Consideramos meios de comunicação massivos (e não somente a internet) como lugares para ocuparmos de forma prioritária, se queremos ter alguma mudança real.

Podemos começar pelos programas de webtv e TVs comunitárias, porém também vamos pressionar os governos para democratizar as concessões e aprovar uma nova lei de meios.

Criação de TVs públicas em todas as cidades com estúdios abertos para todos os movimentos sociais, ongs e ativistas culturais é fundamental para diversificar a produção e ampliar a distribuição de conteúdo plural e descentralizado.

A Educação é fundamental para mudar o futuro, porém não podemos esquecer de que a comunicação estabelece as “narrativas em tempo real” sobre o momento atual e tem uma velocidade muitíssimo maior do que a educação para transformar o tempo presente. Ambas combinadas são como uma força da natureza que nenhum poderoso desalmado pode conter.

Democracia Real e Direta

Consultar regularmente a população através de plebiscitos e referendos para os projetos de lei e reformas mais importantes. Criar um sistema de votação online através de meios eletrônicos onde as pessoas possam votar sempre que uma pauta for de seu interesse, delegando para os parlamentares somente quando não for de seu interesse votar.

O sistema de democracia representativa está falindo, falta desenvolver mecanismos sólidos de consulta popular vinculantes e permanentes. Não basta só apertar um botão a cada 4 anos.

Eleição Direta para Juízes e Procuradores

Assim como os outros dois poderes, o judiciário também deveria ser escolhido pelo povo, de forma proporcional (para garantir a defesa das minorias), e ter mandatos provisórios.

Com mandatos vitalícios, definidos apenas por concurso público, temos hoje uma série de juízes e procuradores fazendo política, então nada mais justo do que realizar eleições.

Além disso, a lei de abuso de autoridade, necessita ser revisada com urgência para realmente conter abusos de juízes, promotores e policiais que extrapolarem suas funções.

Direitos Humanos nas Periferias e no Campo

O estado policial e o tribunal de exceção que se instalaram depois do golpe, sempre estiveram presentes na periferia e no campo. E o mais grave é que desumanizam grande parte da população e, justamente por não reconhecerem que somos todos humanos, realizam um genocídio sistemático das populações mais pobres, periféricas e marginalizadas.

A solução passa por desmilitarizar a polícia, terminar com os autos de resistência, punir de verdade os policiais corruptos e violentos, criando um novo sistema de reintegração penal através da arte e da cultura, e oferecer uma renda básica universal que garanta o mínimo de moradia, saúde e educação para todos e todas.

Revogar o Austerícidio dos 50 Tons de Temer

N0s últimos dois anos temos visto um governo federal congelando as verbas da saúde, educação e assistência social. Desmantelando universidades e escolas. Fechando hospitais e salas de aula. Retirada de Direitos Trabalhistas. Só não conseguiram acabar com a Previdência, porque a resistência popular foi imensa. Tudo em nome de uma suposta austeridade vendida como solução.

A solução é revogar todas estas absurdas medidas de Temer e fazer voltar a circular esse mar de dinheiro que cada vez mais está sendo concentrado em poucas mãos. O problema não é a falta de dinheiro, mas sim o excesso de dinheiro congelado cada vez num menor número de mãos.

Por onde começar?

Além das estratégias e propostas mais amplas citadas acima, é preciso apontar as condutas pessoais e interpessoais para cultivarmos coletivamente frente aos seguintes cenários:
Comunicação Direta Frente a Desinformação das Fake News

Convém esclarecer e conversar diretamente com cada um dos nossos amigos, familiares e conhecidos, pessoa a pessoa, para dar nossos pontos de vista.

Nos opor abertamente a toda campanha de ódio e de incitação à violência, contrapondo as mentiras e boatos falsos com a verdade e com informações reais. Antes de espalhar verificar as fontes e gerar uma rede de informações seguras entre amigos, familiares e pessoas de confiança.

Estar perto das pessoas queridas, ouvindo e conversando mais. Fortalecer a rede de comunicação direta, pessoa a pessoa, cara a cara. Nos reunindo pessoalmente para intercambiar e gerar ações concretas e não apenas virtualmente.

Experimentar Paz Frente ao Ódio

Denunciar as campanhas de ódio realizando denúncias individuais e coletivas nas redes sociais e na justiça com objetivo de tirar do ar notícias falsas e incitação à violência.

Pregaremos o amor e a paz no lugar do ódio e do ressentimento. Contrariando manifestações que se assemelham cada vez mais com partidos de futebol, desarmando esta sensibilidade de “turbas irracionais”.

Nem só de pão vive o ser humano, nem tudo se explica pela economia. Muitos fenômenos se entendem pela cultura e pelos sentimentos que vamos vivenciando coletivamente.

O sentimentos são altamente contagiosos, e não são acidentais, todo sentimento é intencional. Podemos contagiar as pessoas com bons sentimentos, mais leves e positivos de paz, harmonia e reconciliação. Nossa intenção coletiva vai nessa direção.

Essa é uma das urgências do momento, mais do que argumentos necessitamos espalhar sentimentos luminosos que vão inspirar as pessoas para escolher novos caminhos.

Organizar Redes Frente ao Medo

Além do ódio tem sido difundido um medo cada vez mais gritante, para modificar este sentimento vamos agir, ajudar outros coletivos e criar redes de apoio mútuo.

Agir com prudência e colocar atenção de verdade em tudo aquilo que for sagrado e estimado, nas ações, nas pessoas e nos projetos à futuro que amamos e que estamos desenvolvendo.

O que esta casta de poderosos não sabe é que somos Povo Sem Medo, seres humanos que resistem para existir. A cada dia.

Ação Exemplar Frente a Inação

Incentivar reuniões e encontros periódicos para organizar ações, comunidades e campanhas.

Abrir a participação para todos indivíduos, grupos, movimentos e entidades que queiram trabalhar de forma conjunta na busca por novas saídas e soluções reais e profundas para a crise que enfrentamos.

Criar mecanismos de comunicação simples e fortes o suficiente para competir com os veículos tradicionais. Deixar de repetir os slogans vazios dos meios de comunicação e introduzir novas pautas e novos vocabulários no cenário geral, gerando conteúdos polêmicos e debates chamativos que tragam pessoas para o campo da democracia, dos direitos humanos, da não-violência e da não-discriminação.

Ser coerente com o que se defende e tomar decisões consultando a todos de forma descentralizada, participativa e flexível.


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